A angústia e a incerteza se aprofundam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Nesta semana, completou-se um mês desde o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, sem que a família ou as autoridades tenham encontrado pistas concretas sobre o paradeiro das crianças.
A mãe, Clarice Cardoso, descreveu o sofrimento vivido pela família em meio à falta de informações.
“Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia”, declarou.A Polícia Civil do Maranhão, por sua vez, afirma que as buscas estão concentradas na comissão especial criada para investigar o caso. O delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, confirmou que a investigação é “bem robusta, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas,” e que o inquérito já ultrapassa 200 páginas.
O último rastro dos irmãos foi localizado por cães farejadores em uma cabana abandonada, denominada “casa caída”, situada a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade. Este local foi descrito pelo primo, Anderson Kauã, que estava com as crianças e foi encontrado anteriormente. As equipes especializadas, que incluíram o Corpo de Bombeiros, o Exército Brasileiro e a Marinha, percorreram mais de 200 quilômetros em operações por terra e água, utilizando tecnologias avançadas como drones com câmeras termais e o side scan sonar no Rio Mearim. A força-tarefa, que mobilizou mais de mil pessoas, também adotou o protocolo internacional Amber Alert, ativado pelo Ministério da Justiça, para auxiliar na divulgação das informações em um raio de até 200 quilômetros.



