A angústia e a incerteza se aprofundam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Completando um mês desde o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, a família segue sem qualquer pista concreta sobre o paradeiro das crianças. A mãe, Clarice Cardoso, expressou o sofrimento vivido pela família diante da falta de notícias, enquanto a Polícia Civil afirma que as buscas estão concentradas na comissão criada para investigar o caso.
“Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia”, declarou a mãe, Clarice Cardoso.
O último rastro confirmado das crianças foi encontrado por cães farejadores em uma cabana abandonada, denominada “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 km em linha reta do ponto de desaparecimento. Segundo o delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, a investigação já tem 30 dias, sendo “bem robusta, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas”, com um inquérito que ultrapassa 200 páginas. O delegado informou que diversas diligências foram realizadas, incluindo a reconstrução do trajeto do carroceiro e do local onde as crianças estiveram juntas pela última vez, com a participação de um menor após autorização judicial.
A força-tarefa mobilizou um grande aparato operacional e tecnológico. Nos primeiros 20 dias de buscas, mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, percorreram mais de 200 quilômetros por terra e água. As equipes contaram com o apoio de cães farejadores, mergulhadores, drones equipados com câmeras termais e o side scan sonar da Marinha para varredura no rio Mearim. Além disso, o caso ativou o Protocolo Amber Alert, alerta internacional que utiliza plataformas da Meta para divulgar informações das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.



