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Periquitos Resgatados após Tragédia em Lajeado Novo Têm Quadro Estável no MA

Vinte e três aves sobreviventes, da espécie periquito-rei, seguem em tratamento intensivo no Cetas do Ibama em São Luís.

2 de fevereiro de 20262 min de leitura2.584 Views
ME
Por Redação MAEX
Periquitos Resgatados após Tragédia em Lajeado Novo Têm Quadro Estável no MA
Foto: Foto: G1 Maranhão
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Após a queda de um pé de eucalipto de 32 metros em Lajeado Novo, interior do Maranhão, que resultou na morte trágica de 350 aves, a esperança se mantém para os periquitos resgatados. Dos 27 animais encontrados com vida, 23 permanecem sob cuidados intensivos no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), ligado ao Ibama, em São Luís. Segundo o coordenador do centro, Roberto Veloso, o estado de saúde das aves é considerado estável.

As aves sobreviventes são da espécie periquito-rei (Eupsittula aurea) e medem entre 25 e 29 centímetros. O resgate ocorreu em Lajeado Novo, cidade localizada a cerca de 500 km de São Luís. Infelizmente, nem todos os resgatados resistiram: três periquitos morreram durante o transporte e um veio a óbito na madrugada de sábado (31). Muitos animais chegaram ao Cetas debilitados, apresentando fraturas, lesões traumáticas e casos de desenluvamento (arrancamento da pele), necessitando de medicação e alimentação específica para acelerar a recuperação.

O caminho da recuperação das aves segue um protocolo rigoroso, iniciando com a triagem e a estabilização. O médico-veterinário Leonardo Moreira, professor da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), explicou que, logo após o acidente, as aves foram organizadas por gravidade, tiveram fraturas imobilizadas e receberam hidratação e medicação para a dor. No Cetas, o processo de recuperação se divide em etapas:

  • Triagem e avaliação clínica: As aves, todas jovens e adultas, entram em quarentena para observação. Muitos periquitos chegaram com múltiplas fraturas e alguns apresentavam hipovolemia (baixo volume sanguíneo), podendo ser indicados procedimentos cirúrgicos.
  • Estabilização: Fase atual, focada em corrigir hipotermia e desidratação. O coordenador do Cetas destacou que esta etapa é crucial para garantir que os animais retomem as funções normais.
  • Observação e Reabilitação: Após a recuperação, as aves são transferidas para corredores de voo, onde ganham força, e passam pela aclimatação em viveiros maiores, processo que antecede a soltura.

O Cetas de São Luís, que conta com 15 profissionais, incluindo biólogos e médicos-veterinários, recebeu cerca de 2,2 mil animais silvestres em 2025.

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