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Operação Macondo prende 14 suspeitos de agiotagem com juros de 25% ao dia; R$ 1 milhão bloqueado

Esquema funcionava como 'franquia criminosa' e coagia vítimas; mandados de busca foram cumpridos em Timon (MA) e outros estados.

5 de fevereiro de 20262 min de leitura3.264 Views
ME
Por Redação MAEX
Operação Macondo prende 14 suspeitos de agiotagem com juros de 25% ao dia; R$ 1 milhão bloqueado
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A Polícia deflagrou a terceira fase da Operação Macondo nesta quinta-feira (5), desmantelando uma sofisticada “franquia de agiotagem” que operava com juros extorsivos e violência. Ao todo, 14 pessoas foram presas, enquanto nove seguem foragidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo é suspeito de movimentar valores milionários e de coagir vítimas, cobrando taxas que chegavam a impressionantes 25% ao dia.

O esquema, que exerciam domínio territorial sobre pequenos comerciantes e trabalhadores informais, utilizava ameaças e violência física e moral contra devedores e seus familiares. O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, afirmou que as investigações apontam que o grupo funcionava como uma espécie de franquia criminosa, com divisão de tarefas e envio do dinheiro arrecadado para um líder, explorando economicamente pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em resposta à dimensão financeira da quadrilha, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão nas contas dos investigados, valor que não correspondia com as rendas declaradas deles. As prisões ocorreram em Teresina, no Norte e Sul do Piauí, e em Petrolina (PE). Além disso, as forças de segurança cumprem 27 mandados de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo:

  • Teresina, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante e Picos (PI)
  • Timon (MA)
  • Tianguá (CE)
A ação visa desarticular estruturas que atuam à margem da lei, conforme destacou o delegado Zanatta:

“São organizações criminosas que exploram economicamente pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de coerção e intimidação. Nosso trabalho é desarticular essas estruturas que atuam à margem da lei.”
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