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Fim da crise: Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após acordo mediado pelo MP

Transporte público retorna nas primeiras horas de sábado (7); rodoviários condicionam a permanência ao pagamento de salários até terça-feira (10).

6 de fevereiro de 20262 min de leitura2.924 Views
ME
Por Redação MAEX
Fim da crise: Ônibus urbanos voltam a circular em São Luís após acordo mediado pelo MP
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A população de São Luís terá o serviço de transporte público urbano restabelecido a partir das primeiras horas deste sábado, dia 7. A decisão encerra uma paralisação que atingiu o oitavo dia e foi alcançada após uma reunião crucial realizada na tarde de sexta-feira (6), a pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). O encontro, que ocorreu na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor, contou com a presença de representantes do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e da Prefeitura de São Luís.

Durante a mediação, os sindicatos garantiram o retorno imediato da circulação, sem novos impedimentos ou paralisações. Contudo, o acordo vital estabelece que os salários atrasados dos trabalhadores do sistema urbano devem ser pagos integralmente até terça-feira (10). A promotora de Justiça Lítia Cavalcante destacou que o objetivo era priorizar a retomada do serviço para reduzir os impactos à população e ao comércio da capital, mas alertou para a condição imposta pela categoria:

“A gente pediu que os ônibus voltassem a circular porque a população está sofrendo muito, o comércio também é afetado e tudo para. Eles aceitaram, desde que os salários sejam pagos até terça-feira. Caso isso não ocorra, a categoria pode paralisar novamente na quarta”, afirmou a promotora.

Paralelamente à negociação, o MP-MA ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de São Luís e o SET, pedindo medidas urgentes para regularizar o sistema. Entre os pedidos está o aumento do subsídio pago por passageiro, que atualmente é de R$ 1,35, para R$ 2,15, um acréscimo de R$ 0,80, com vigência a partir de fevereiro de 2026. Em contrapartida, o MP exige que as empresas introduzam 100 novos ônibus no sistema no prazo de seis meses. Enquanto isso, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) informou que adotará medidas imediatas de bloqueio de bens e aplicará multas de R$ 200 mil, subindo para R$ 500 mil em 24 horas, para cada empresa que descumpriu a ordem judicial anterior de retorno.

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