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Crise no Transporte: Rodoviários e Empresas se Reúnem no TRT-16 no 5º Dia de Greve em São Luís

Paralisação mantém cerca de 700 mil passageiros sem serviço; sindicato enfrenta multa diária de R$ 70 mil por descumprimento de liminar.

3 de fevereiro de 20262 min de leitura3.196 Views
ME
Por Redação MAEX
Crise no Transporte: Rodoviários e Empresas se Reúnem no TRT-16 no 5º Dia de Greve em São Luís
Foto: Foto: G1 Maranhão
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A crise no transporte público da capital maranhense se aprofunda. Nesta terça-feira (3), a greve dos rodoviários em São Luís e na Região Metropolitana alcança o seu quinto dia, forçando uma nova rodada de negociações. A audiência crucial, que visa tratar o impasse entre a categoria, empresas de transporte e órgãos públicos, está marcada para as 9h, no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16).

A paralisação, que já havia passado por uma audiência de mediação na última sexta-feira (30) sem sucesso, mantém cerca de 700 mil passageiros sem transporte coletivo. O movimento continua ativo apesar de uma decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determinava a operação de 80% da frota. Devido ao descumprimento desta liminar, o TRT fixou uma multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários. A decisão também determina que, a cada 48 horas de descumprimento, haverá bloqueio de recursos da entidade por meio do sistema BacenJud.

As linhas urbanas e semiurbanas seguem afetadas, e a categoria afirma que a greve persistirá até que uma nova proposta seja apresentada. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, as reivindicações incluem:

  • Reajuste salarial de 12% (contraproposta apresentada na última rodada);
  • Tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500;
  • Inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que o compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio está em dia e que liberou vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público. Já a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) reiterou que o subsídio estadual é pago regularmente, mas que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.

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