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Comissão do Senado cria GT para monitorar tramitação do Acordo Mercosul-UE

Colegiado terá a missão de monitorar a implantação do acordo comercial e produzir análises técnicas sobre seus impactos no agronegócio e indústria.

4 de fevereiro de 20262 min de leitura2.516 Views
ME
Por Redação MAEX
Comissão do Senado cria GT para monitorar tramitação do Acordo Mercosul-UE
Foto: Foto: Imirante
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Em um movimento estratégico para garantir a fiscalização detalhada de um dos maiores tratados comerciais em curso, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal estabeleceu, nesta quarta-feira (4), um grupo de trabalho dedicado a acompanhar a tramitação e os desdobramentos do Acordo Mercosul-UE. O colegiado terá a missão de monitorar a implantação do acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia, além de produzir análises técnicas aprofundadas sobre seus potenciais impactos.

A iniciativa, defendida pelo presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), visa assegurar um acompanhamento permanente e especializado do processo. O senador destacou que o grupo terá atenção especial aos setores do agronegócio e da indústria.

“A prioridade sempre foi garantir acompanhamento técnico permanente. O grupo de trabalho permite atuação rápida e focada, aproveitando a experiência do GT de Comércio Exterior da CRE”, afirmou o senador Nelsinho Trad.

O grupo de trabalho terá ampla autonomia para cumprir sua missão. Entre as funções definidas, estão a possibilidade de:

  • Ouvir especialistas em comércio exterior;
  • Receber representantes do setor produtivo;
  • Convocar órgãos do governo federal;
  • Elaborar relatório final com conclusões e sugestões de encaminhamento.

O prazo inicial para conclusão dos trabalhos do GT do Senado vai até 15 de dezembro, com possibilidade de prorrogação. O processo de internalização do Acordo Mercosul-UE teve início com o envio da mensagem presidencial ao Congresso Nacional, realizado na última segunda-feira (2). Após análise na Câmara dos Deputados, o texto seguirá para o Senado Federal.

De acordo com Nelsinho Trad, o grupo continuará atuando mesmo após a eventual aprovação do Acordo pelo Congresso, funcionando como um canal permanente de diálogo com a sociedade e com os ministérios envolvidos. O acordo foi assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, e ainda depende da tramitação legislativa interna de todos os países do Mercosul para entrar plenamente em vigor.

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