A angústia toma conta de Bacabal, no Maranhão, onde o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa um mês nesta quarta-feira (4) sem que nenhuma pista concreta sobre seu paradeiro tenha sido encontrada. As crianças sumiram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. O caso, que mobiliza uma força-tarefa estadual e federal, é conduzido pela Polícia Civil, que garante a continuidade e a profundidade dos trabalhos investigativos.
O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, destacou que a investigação já conta com 30 dias de diligências, sendo considerada “bem robusta”, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas. Uma comissão especial, formada por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas.
Diversas diligências foram realizadas ao longo desse período, incluindo reconstruções e análises técnicas. O delegado Martins detalhou que houve a reconstrução do trajeto do carroceiro que encontrou o primo das crianças, Anderson Kauan (8 anos), e a reconstrução do local onde os irmãos estiveram juntos pela última vez, conhecido como a “casa caída”.
“O que dá para ser divulgado é o que já foi veiculado, que foi a última localização das crianças na casa caída. A partir dali, preferimos não repassar mais informações para não atrapalhar as investigações”, afirmou o delegado Ederson Martins.
As buscas mobilizaram um amplo aparato, com a participação do Corpo de Bombeiros, Marinha e Exército Brasileiro, que realizaram varreduras em áreas de mata e no rio Mearim. Foram utilizados cães farejadores, drones com câmeras termais e o side scan sonar da Marinha para vasculhar o leito do rio. Além disso, o protocolo internacional Amber Alert foi adotado para auxiliar na divulgação das informações das crianças desaparecidas. O delegado reforçou que a conclusão do inquérito só será possível após esgotar todas as linhas de investigação.



